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Sobre arte e artistas.

Por Guilherme Vianna


Nada existe realmente a que se possa dar o nome de Arte. Existem somente artistas.

Ernst Hans Gombrich.

 

O que é Arte?

Para E.H. Gombrich, a Arte com A maiúsculo sequer existe. Foi algo criado para limitar e desconcertar artistas.

Muitas vezes associamos a arte apenas a artigos de luxo como quadros expostos em museus famosos, músicas de óperas clássicas, célebres edificações ou belas esculturas.

Historicamente, a arte surgiu pelas mãos de homens que pegavam um punhado de terra colorida e pintavam animais nas cavernas. Não buscavam impressionar com sua arte, mas sim representar o cotidiano em que viviam. Não viviam sob um padrão imposto, eram apenas os primeiros artistas da humanidade.

Existe uma lenda de que um professor americano fez um teste com seus alunos. Pegou um quadro qualquer, atribuiu a um pintor famoso e pediu que seus alunos o interpretassem. O quadro era feito por pinceladas aleatórias, bem abstrato, sem nenhuma proporção. Os alunos então passaram a comentar que o quadro era expressivo, simbólico, inspirador, representava a mente humana.

Ao final da atividade, o professor finalmente revelou que o quadro nada mais era do que traços feitos pelo próprio docente e que não significavam nada. Sua intenção não era fazer uma arte, mas provocar os seus alunos. Enquanto isso eles acreditaram que se tratava de algo altamente artístico e elaborado. São os padrões, não é mesmo?! Na avaliação, o suposto artista teve mais importância do que a arte em si.

Outra história, diz que certa vez, por volta do ano 1600, Caravaggio foi convidado pela Igreja Católica para representar o Apóstolo Mateus escrevendo seu evangelho. O pintor italiano buscou representar aquele velho e pobre publicano na árdua tarefa de escrever um livro. Este foi o resultado:

 

Fantástico, não é?! Para a Igreja Católica não! Caravaggio foi altamente criticado e convidado a realizar outra obra, pois aquela não poderia ser chamada de uma “obra de arte”. Mateus estava carrancudo, desajeitado, sendo guiado pelo anjo tal como uma professora faz com uma criança.

Na segunda tentativa seguiu a convenção estabelecida pela Igreja e este foi o resultado:

 

Continua sendo uma excelente obra, mas podemos notar a diferença e sentir que ele é menos honesto que o primeiro. O padrão imposto para a arte importava mais do que as mãos do artista.

Estas histórias ilustram que muitas vezes existem crenças e padrões que nos limitam como artistas. Devemos lembrar que muitas das artes expostas em museus não foram feitas para ser exibidas como Arte, mas sim realizadas de acordo com um propósito presente na mente do artista.

Por isso, deixe a arte fluir em sua vida, há sempre coisas novas a descobrir e serem reveladas a você!

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